Crianças com Down são modelos em sessão de fotos de loja de roupa

Empresário decidiu inovar na campanha de lançamento da coleção

Empresário faz sessão de fotos com crianças e adolescentes com Síndrome de Down; Como Será? (Foto: Globo)Empresário faz sessão de fotos com crianças e adolescentes com Síndrome de Down (Foto: Globo)

No sudoeste de Goiás, em uma cidade chamada Rio Verde, o empresário Alessandro José Silveira, dono de uma confecção, decidiu inovar na campanha de lançamento da coleção da loja e chamou crianças e adolescentes com Síndrome de Down para servirem de modelos para o catálogo de fotos.

— Sempre tive um olhar especial para crianças especiais. Quero mostrar a beleza dessas crianças. Quero mostrar como é linda essa alegria deles.

Isabele, de 12 anos, curtiu o dia de modelo e a mãe aprovou a iniciativa.

— Coisas que eles não faziam antes, sozinhos, quando estão juntos com outras crianças, eles fazem. É muita emoção pra gente. É a primeira vez que ela participa desse tipo de evento e, como mãe, a gente fica delirando, vendo a filha da gente tão alegre, participando e interagindo com outras crianças. É muito bom — resume Luiza Nunes.

Alessandro escolheu um clube para servir de locação para a sessão de fotos. O ambiente rústico ganhou balões para deixar os pequenos à vontade. E deu muito certo. Quer saber mais detalhes sobre a iniciativa? Então, clica no vídeo acima e assista!

Pesquisadores desenvolvem aparelho que trata doenças através da luz

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A Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu 2015 como o Ano Internacional da Luz com o objetivo de conscientizar sobre a importância dela e das ciências e tecnologias que a utilizam. É o caso do trabalho realizado por uma equipe de pesquisadores da USP de São Carlos, no interior do São Paulo, que está desenvolvendo aparelhos que usam a luz para tratar doenças como o câncer e a artrose.

O aparelho associa o uso de duas tecnologias bastante tradicionais na área de reabilitação: um transdutor de ultrassom com quatro lasers em torno. Juntos, eles também têm poderes anti-inflamatórios, além de melhorarem a circulação, o metabolismo celular, e a chegada de nutrientes até as áreas afetadas. (veja vídeo abaixo)

-— O laser e o ultrassom são potentes agentes que vão interferir no metabolismo celular, estimulando ou inibindo substâncias que estão em desequilíbrio no caso de uma doença -— conta a pesquisadora Alessandra Paollilo.

Em menos de um ano, o aparelho deve estar disponível para qualquer pessoa. O que é uma boa notícia para muita gente, uma vez que a artrose, doença crônica que causa degeneração das cartilagens e compromete as articulações, ligamentos e músculos do corpo, atinge 20% da população mundial.

Outra pesquisa também utiliza a luz artificial para o tratamento do câncer de pele, o tipo mais frequente no país. Este projeto do Grupo de Ótica da USP de São Carlos já tem 15 anos de pesquisa. O aparelho usa uma luz violeta que, interagindo com células cancerosas, devolve uma luz levemente diferente do tecido sadio. Após identificar a célula, é aplicado na pele um creme desenvolvido pelo laboratório. Depois de alguns minutos, é aplicada uma luz de LED vermelha que causa uma reação capaz de matar a célula causadora de tumor.

O tratamento é indicado para tumores de pele pequenos, de até 2 centímetros de diâmetro e do tipo não melanoma. O aparelho já está em uso em várias clínicas espalhadas pelo país e mais de 3.000 pacientes já receberam o tratamento. Desses, mais de 90% conseguiram eliminar totalmente as lesões.

Fonte: http://redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2015/06/pesquisadores-desenvolvem-aparelho-que-trata-doencas-atraves-da-luz.html

Médicos enxergam resultado de musicoterapia no combate à dor

Médicos do Hospital da Criança de Brasília já não acham mais que a melhora é apenas subjetiva

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O que a música pode fazer para melhorar a saúde de uma criança? Os resultados são surpreendentes.

O menino frágil e doente só pensava em percussão. “Eu era louco para tocar tarol, caixa. O maestro da banda: ‘não, vai para o trompete’, ‘vai para a corneta’”, conta o musicoterapeuta Cláudio Vinicius Froes Fialho.

Sem se dar conta, o garoto sem fôlego dava fim à bronquite. “Só vim perceber que eu fui curado pela música muito mais tarde”, conta Cláudio.

Anos depois, ao se apresentar em uma enfermaria, já músico profissional, Cláudio ouviria a frase desconcertante: “Você já é musicoterapeuta, só que você não sabe”, lembra.

Foi o bastante para trocar os palcos pelos corredores do hospital. O flautista encantador de meninos vai puxando um cordão de alegria no Hospital da Criança de Brasília. São como pílulas de música contra o estresse provocado por doenças graves.

“Ela consegue, muitas vezes, colocar a criança em estado de relaxamento, onde a criança sai, às vezes, de uma agitação e passa para um estado de tranquilidade”, revela a psiquiatra Eliane Prado.

A musicoterapia é parte da estratégia de tratamento do hospital.

Fantástico: Qual é o efeito que a música tem em você?
Carolina Pessoa, de 15 anos: Eu não fico triste. Não me traz tristeza, fico alegre e canto todo dia.

“Esse problema que eles estão passando, todos aqui, precisam desse suporte para a alma também. Porque a quimioterapia dá o suporte para o corpo físico. E a música dá suporte para a alma”, destaca Tânia Pessoa, mãe de Carolina.

“Em momentos de crise, a gente já percebeu que ela funciona”, explica Cláudio.

O consultório de musicoterapia é como um parque de diversões cheio de instrumentos.

“Estou trazendo ela para um ambiente sonoro. Ela está se suspendendo do ambiente do hospital, de alguma maneira. A partir daí, eu sinto que o trabalho já está sendo feito”, revela Cláudio.

Jonatas é autista.

“Você sabe que uma das características do autista é não olhar nos olhos das pessoas”, diz Julcemar Guilardi, pai de Jonatas.

O menino que nunca olhava diretamente para ninguém, fixa o olhar por um instante até para a câmera. E passa a se comunicar por notas musicais.

“Eu estava na cozinha, aí uma colher caiu no chão e fez um som. E o mesmo som, tipo um mi, ele repetiu vocalizando”, conta Rosemir Guilardi, mãe do Jonatas.

Cláudio foi percebendo que toda criança chega com uma identidade musical. “É como se elas tivessem, na sua vida, sido magnetizadas com algum repertório”, explica.

E a partir de seu repertório íntimo, a criança vira letrista da música que Cláudio inventa na hora.

Ao virar compositora, Tainara combateu o déficit de atenção.

Além das consultas individuais, agendadas, com hora marcada, há também intervenções breves nas outras alas do hospital. A ideia é criar um campo sonoro, um ambiente musical, que permita aos outros profissionais da área da saúde também utilizar a música como ferramenta de tratamento.

Ian tem paralisia cerebral. Enquanto faz os exercícios de fisioterapia, se concentra nos movimentos de Cláudio. E o que era apenas silêncio, vira entendimento profundo.

“Às vezes ela olha para uma coisa que você está tentando fazer ela olhar e ela não olha. E aí quando ele começa a tocar eles entram em um alerta. É muito bonito o que tem acontecido, e as crianças mudam”, diz a fisioterapeuta Patrícia Pinheiro.

O hospital vê resultado até no combate à dor. Os médicos já não acham mais que é apenas melhora subjetiva.

“Tem estudos muito bem montados para tirar, para tentar delimitar essa subjetividade. Esses estudos mostram que melhora, sim, a dor. Diminui dor”, explica o neurologista infantil Christian Müller.

“A gente coloca a criança na mesa lira, o corpo dela todo vai entrar em consonância com essa mesa. Ela vai atingir um estágio que a gente chama de oceânico”, mostra Cláudio.

A mesa lira é a estrela da musicoterapia. Quando deitou nela pela primeira vez, Bianca tinha um gravíssimo problema de pele.

“Causa uma sensação de bem estar, ela possibilita um relaxamento profundo”, avalia Cláudio.

Bastaram algumas sessões para que a alergia de pele, de fundo emocional, desaparecesse. “Me salvou. Me curou totalmente”, comemora a menina.

Para a musicoterapia de Cláudio, a cura é algo contínuo. Como a música, está sempre em andamento. “Um processo de cura foi estabelecido. Não tem uma cura que é um estado de ser saudável, perfeito. Estamos em processo de cura”, ele diz.

Além da cura, a musicoterapia pode ter libertado um dom. Porque ninguém esperava que Bianca, a garota tímida e retraída, tivesse uma voz tão poderosa. Nem ela própria.

Fonte: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/12/medicos-enxergam-resultado-de-musicoterapia-no-combate-dor.html

Deficiente visual será avaliador de bateria em Carnaval de Praia Grande

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As 14 agremiações carnavalescas de Praia Grande, no litoral de São Paulo, irão desfilar a partir do próximo dia 3 de março na Passarela do Samba João Apolônio. As novidades desse ano serão o ensaio técnico e o avaliador de bateria, que assim como em São Paulo, será um deficiente visual.

De acordo com o Presidente da Liga das Escolas, Abdul Hadi, 95% dos preparativos já estão concluídos. “A estrutura principal já está pronta. Só o que nos resta resolver são os camarotes, que ainda estão sem cobertura, e também providenciar a iluminação”, afirma.

A partir deste ano, o avaliador do quesito bateria será um deficiente visual. “Há dois anos isso já vem sendo implementado na Grande São Paulo. Praia Grande será a primeira cidade da Baixada Santista a usar isso”, conclui.

Os desfiles das 14 escolas de samba acontecem nos dias 3 e 4, divididos entre Primeiro Grupo e Grupo Especial. Para o desfile, as agremiações receberam subvenção municipal de R$ 52 mil para cada escola do Primeiro Grupo e R$ 80 mil para cada uma do Grupo Especial. Como premiação, serão distribuídos R$ 65 mil entre as três primeiras colocadas de cada grupo.

Confira a programação completa dos dois dias de evento:

PRIMEIRO GRUPO (segunda, dia 03 de março)
19h – Abertura Oficial Afoxé Laroyê e Corte Carnavalesca
20h30 às 21h10 – G.R.C.E.S Guaratude
21h20 às 22h – G.R.C.E.S Favoritos do Forte
22h10 às 22h50 – G.R.C.E.S. Cristal de Praia Grande
23h00 às 23h40 – G.R.C.E.S. Mocidade Independente Star na Avenida
23h50 às 00h30 – G.R.C.E.S Unidos da Ocian
00h40 às 1h20 – G.R.C.E.S João Apolônio CESAC
1h30 às 2h10 – G.R.C.E.S Acadêmicos da Ilha do Caieiras

GRUPO ESPECIAL (terça-feira, dia 4 de março)
21h00 às 21h50 – G.R.C.E.S Acadêmicos de Praia Grande
22h às 22h50 – G.R.C.E.S. Império da Baixada
23h00 às 23h50 – G.R.C.E.S. Casa do Mestiço
00h às 00h50 – G.R.C.E.S. Mancha Verde-Baixada
1h – às 1h50 – G.R.C.E.S. Folia 99 FM
2h às 2h50 – G.R.C.E.S. Unidos da Vila do Sapo
3h às 3h50 – G.R.C.E.S. Amigos do Samba

APURAÇÃO CARNAVAL DA FAMÍLIA 2013
Quarta-feira, dia 5 de março, às 13h.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/carnaval/2014/noticia/2014/02/deficiente-visual-sera-avaliador-de-bateria-em-carnaval-de-praia-grande.html

Cérebro de bailarinas guarda segredos sobre equilíbrio

Anos de treinamento causam mudanças estruturais em dançarinas.
Descoberta pode ajudar no tratamento de pacientes com tontura crônica.

Bailarinas do Balé Nacional da China ensaiam “O Lago dos Cisnes" no Theatre du Chatelet, em Paris, no dia 24 de setembro (Foto: Jacques Demarthon/AFP)

Anos de treinamento causam mudanças estruturais no cérebro das bailarinas que as ajudam a manter o equilíbrio enquanto fazem piruetas, destacou um estudo inglês publicado na sexta-feira (27), na revista “Cerebral Cortex”, que pode ajudar no tratamento de pacientes com tontura crônica ou labirintite.

Exames no cérebro de bailarinas profissionais revelaram diferenças em relação a outras pessoas em duas partes do cérebro: uma que processa a entrada de dados (input) nos órgãos de equilíbrio do ouvido interno e outro responsável pela percepção da tontura.

A maioria das pessoas fica tonta durante um período após girar rapidamente. Isso se deve a câmaras preenchidas com fluido nos órgãos de equilíbrio do ouvido, que sentem a rotação da cabeça através de capilares minúsculos que, por sua vez, percebem o fluido girando. Esse líquido continua se movendo por um tempo após o rodopio – o que cria a percepção de que o indivíduo ainda está se movimentando – e, consequentemente, a tontura se mantém.

As bailarinas, porém, conseguem executar várias piruetas sentindo pouca ou nenhuma tontura, fato que sempre intrigou os cientistas. Normalmente, as dançarinas dão um ou mais rodopios de corpo inteiro na ponta ou na meia-ponta de um dos pés.

“As bailarinas parecem capazes de se condicionar para não ficar tontas, então pensamos se não poderíamos usar os mesmos princípios para ajudar nossos pacientes”, disse Barry Seemungal, do departamento de medicina do Imperial College de Londres.

29 voluntárias avaliadas
Para a pesquisa, Seemungal e sua equipe pediram para que 29 bailarinas rodassem em uma cadeira giratória dentro de um quarto escuro e fizeram o mesmo com 20 remadoras com a mesma idade e nível de preparo físico.

As mulheres deveriam erguer a alavanca de uma pequena roda presa à sua cadeira no ritmo da sensação de rodopio que experimentavam após o movimento da cadeira ter sido suspenso. Para as bailarinas, a percepção do rodopio durou um período “significativamente” menor, destacou o trabalho.

Os cientistas também analisaram o cérebro das voluntárias com exames de ressonância magnética. Eles descobriram que a parte do cerebelo que processa o sinal dos órgãos de equilíbrio era menor nas bailarinas. O cerebelo é a parte do cérebro que governa os movimentos corporais.

“Não é útil para uma bailarina sentir-se tonta ou sem equilíbrio”, disse Seemungal. “Seus cérebros se adaptam após anos de treino a suprimir este ‘input'”, o que lhes permite continuar dançando depois de girar numa pirueta e completar sua apresentação sem perder o equilíbrio.

“Se pudermos alcançar essa mesma área do cérebro ou monitorá-la em pacientes com tontura crônica, podemos começar a entender como tratá-los melhor”, acrescentou.

Segundo o cientista, uma em cada quatro pessoas sofre de tontura crônica em algum momento da vida.

Saiba mais:

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/10/cerebro-de-bailarinas-guarda-segredos-sobre-equilibrio-diz-estudo.html