Comportamento do Idoso quando está dirigindo carro

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Plasticidade Cerebral

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Entendemos que o aprendizado depende de neurônios conectados
através de inúmeros dendritos, constituindo uma rede de associação. Agora é preciso entender por que é fácil aprender quando se é jovem e que esta habilidade vai diminuindo quando nos tornamos velhos. Este conceito tem tudo a ver com a Plasticidade Cerebral.

A cada nova experiência do indivíduo, portanto, redes de dendritos são rearranjadas, outras tantas sinapses são reforçadas e múltiplas possibilidades de respostas ao ambiente tornam-se possíveis. Para tanto é necessário que existam neurônios disponíveis a sofrerem estas modificações. Quando um neurônio está envolvido em um aprendizado, estará protegido do processo natural de morte dessas células nervosas. Isso mesmo, naturalmente ocorre mortes de neurônios conforme vamos envelhecendo. Assim, conforme comentamos anteriormente, o número total de neurônios tende, inexoravelmente, a diminuir com o passar dos anos, a ponto de perdermos cerca de 60% dos que tínhamos ao nascer!

A tomografia de um idoso demonstra a enorme atrofia do cérebro provocado pela perda dos neurônios não conectados às redes de aprendizados. Quanto mais aprendemos, mais redes se formam e mais neurônios estarão disponíveis para propiciar plasticidade cerebral nos momentos de necessidade, como na velhice ou na recuperação da perda de capacidades mentais provocadas por doenças, acidentes vasculares cerebrais ou traumas.

Referência:

Contribuições da Neurologia à Docência – Autor: Vicente José Assencio-Ferreira e  Simone de Figueiredo Cruz.

Pesquisa da Faculdade de Medicina USP relaciona níveis de escolaridade com Reserva Cognitiva

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Um estudo realizado por professores epesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) revela que maior acesso àeducação contribui para a redução do nível de demência de um indivíduo,evitando problemas de perda de memória e dificuldades de raciocínio. Esteprocesso, chamado de reserva cognitiva, faz com que o cérebro tenha acapacidade de resistir à deterioração de suas funções.

 

Foram analisados 675 indivíduos com mais de 50anos do Banco de Cérebros do Grupo de Estudos em Envelhecimento Cerebral. As habilidadescognitivas e funcionais dessas pessoas foram avaliadas por meio de entrevistascom parentes próximos com quem mantinham contato diário ou semanal. As análisesmostraram que, apesar de apresentarem lesões cerebrais semelhantes, nos indivíduosque frequentaram a escola seus efeitos sobre a cognição eram menores do quenaqueles que eram analfabetos.

 

Poucos anos de educação já são suficientespara contribuir para a reserva cognitiva e por meio desse mecanismo reduzir afrequência de déficit cognitivo, independente da carga neuropatológica. O estudomostra que a educação formal pode auxiliar a manter mais lucidez mesmo quandomales como a doença de Alzheimer já estão instalados no cérebro.

 

Além disso, verificou-se que a relação entreinfarto e capacidade cognitiva é modificada de acordo com o nível de educaçãode tal forma que as chances de comprometimento cognitivo associado a infartosforam menores entre aqueles com mais anos de escolaridade. Estes dados fornecemevidência de que a instrução não só proporciona uma vantagem cognitiva – nosentido de que quanto maior a escolaridade de um indivíduo, maior a carga deagressões cerebrais necessárias para trazer prejuízo -, mas pode também ajudar acriar mecanismos que reduzem o impacto de infartos sobre a cognição.

 

Promover poucos anos de escolaridade aindivíduos pode ser eficaz para reduzir a frequência de comprometimentocognitivo.

 

O estudo Escolaridadecontra a demência está entre os três finalistas do VIII Prêmio Saúde, na categoria Saúde Mental e Emocional.

 

Informaçõesà imprensa
Assessoria de Comunicação da FMUSP
Tel. 3061-8317/ 7585
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04/12/2013

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