Exercícios e qualidade de vida para mulheres grávidas

Leonardo - gestação

1-      Quais os benefícios do exercício durante gravidez?

O exercício é muito importante para a manutenção do nível de aptidão física na gravidez, pois com o passar das semanas há uma queda dessa condição física levando a gestante a um cansaço, principalmente ao final da gravidez. Exercícios melhoram e deixam a gestante mais disposta para manter sua rotina diária. Exercícios de fortalecimento dos membros inferiores, caminhadas, exercícios na água são muito importantes para a prevenção do edema, incômodo comum principalmente no final da gravidez.

2-      Quais as contra indicações?

Relativas: Hipertireoidismo, hipertensão ou diabetes tipo 1 não controlados; Obesidade extrema ou mórbida; Peso corporal extremamente baixo; Histórico de estilo de vida muito sedentário; Anemia severa; Bronquite crônica e Limitações ortopédicas.

Absolutas: Hipertensão induzida pela gestação (pré-eclâmpsia); Ruptura de membranas; Múltiplas gestações com risco de nascimento prematuro; Sangramento persistente no segundo e terceiro trimestre e Doença cardíaca significativa ou doença pulmonar restritiva.

3-      Com qual regularidade deve praticado os exercícios?

Devem ser realizados de 3 a 4 vezes por semana com duração de 40 minutos a 1 hora.

4-      Quais as contribuições para a recuperação pós-parto?

O tempo necessário para recuperar a figura anterior à gravidez é de 8 a 10 meses, em média. Portanto, conjugar hábitos alimentares equilibrados com exercício físico regular contribuem positivamente para a recuperação da forma física e para o bem-estar emocional. Na gravidez, as ações preventivas são bem mais eficazes do que atuar depois de os problemas se instalarem. Uma dieta saudável e equilibrada, exercício físico moderado, mas constante, e os cuidados diários vão ajudar a mamãe manter-se em forma e a ganhar apenas os quilos necessários para o bom desenvolvimento do seu bebê.

Entrevistado:

Leonardo Sapucaia Tosta Santos

Profissional: Fisioterapeuta

Conselho: 93.446-F

Especialização:Tratamento manipulativo da coluna vertebral e Didática e Metodologia de Ensino Superior

Atuação: Fisioterapia Esportiva, Reeducação Movimento, Ortopedia, Traumatologia e Docência

Área de atuação: Feira de Santana

Contato: (75) 8113-9786

email: professor.tosta@gmail.com

 

 

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Tendinite Patelar

Leticia - tendinite patelar

1- Explique o que é tendinite patelar.

A tendinite patelar é uma inflamação do tendão da patela, que se localiza na região do joelho, sendo muito comum em atletas e, em especial, de algumas modalidades esportivas como o voleibol e o basquetebol.

2- O que causa tendinite patelar?

A principal causa se dá em virtude a microtraumas repetidos, que podem ocorrer devido a desequilíbrios musculares ou fadiga, alterações nos exercícios, erros de treinamento ou uma combinação de vários desses fatores. Além de movimentos repetitivos de extensão brusca do joelho em virtude da contração do músculo quadríceps, comum em atividades que requerem corridas e saltos.

Além do tipo de calçado, execução incorreta do gesto esportivo, alterações anatômicos (joelho varo, valgo ou dismetria dos membros inferiores), treinamento muito pesado, superfície de jogo muito rígida e desequilíbrios musculares.

Sinais e sintomas:

– dor dor à palpação no pólo inferior, terço médio patelar ou junto à tuberosidade da tíbia e superior do joelho (ligamento patelar);

– claudição,

– crepitação,

– edema no tendão ou ligamento patelar,

– encurtamento dos músculos isquiotibiais e tríceps sural,

– alteração de sensibilidade em torno do tendão inflamado,

– surgimento de hematomas no joelho,

– dificuldades em realizar flexo-extensão da perna (dobrar e esticar),

– dificuldades para andar, correr ou saltar em virtude da dor,

– alterações na funcionalidade, prejuizo na execução de atividades diárias e déficit na qualidade de vida.

3- Como evitar?

Antes de iniciar a atividade física, é recomendado avaliação com médico ortopedista e fisioterapêutica para determinar e corrigir possíveis alterações nos sistemas cardiorrespiratório e, nesse caso, ortopédicos. Também é indispensável o uso de calçados adequados, não exagerar nos treinos, escolher adequadamente o tipo de esporte indicado e a superfície em que será realizado.

4-  Quais os objetivos do tratamento da fisioterapia?

Os objetivos: melhora da dor, melhora da flexibilidade, promover fortalecimento muscular, correção/adaptação das alterações músculo-esqueléticas e melhora da funcionalidade e qualidade de vida.

5-      Quais os recursos e órtese que podem contribuir para o tratamento?

Eletroacupuntura, eletroterapia (Laser e Ultrassom): auxiliam na cicatrização e na diminuição da inflamação do tendão, aplicação de compressas de gelo, Kinesio tapping, Órtese em neoprene para diminuir as forças resistivas no joelho, Joelheira com orifício patela, medicações analgésicas e antiinflamatórias (indicados pelo médico).

Entrevistada: Letícia de Oliveira Rocha

Profissão: Fisioterapeuta

Especialização:

– MBA em Marketing e Vendas, FMU (1/2015) – finalizada,

– Fisioterapia em Terapia Intensiva, PhysioCursos com chancela pela Sobrati (1/2016).

Atuação profissional: Atendimentos domiciliares em ortopedia, traumatologia e reumatologia, neurologia e cardiorrespiratório. Além de treinamentos em equipamentos de laserterapia e criolipólise.

Região de atendimento: São Paulo (Centro e região sul)

Telefone Contato: (11) 98468-0621 (whatsapp)/ 2534-7276 (fixo)

e-mail: leticiafisio0209@hotmail.com

Fonoaudiologia e o Autismo!

Ana Carolina  - Fono e autismo

1. Comente sobre a comunicação das crianças com autismo.

O Autismo é uma disfunção neurológica de base orgânica e não emocional como se acreditava há alguns anos.  As características essenciais do transtorno do espectro autista são: prejuízo persistente na comunicação social recíproca e na interação social; padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Esses sintomas se desenvolvem antes dos três anos de idade e é mais comum em meninos do que em meninas.

A comunicação das crianças do espectro autista tem várias peculiaridades e não segue o mesmo percurso de desenvolvimento observado em as crianças típicas.

As alterações de linguagem geralmente são caracterizadas por atrasos significativos ou ausência total de desenvolvimento desta habilidade. É comum que surjam as primeiras palavras e por volta dos dois anos ocorra perda progressiva das vocalizações já adquiridas, ou ainda a persistência de manifestações verbais com características bem peculiares.

Quando falamos em comunicação, a primeira ideia que se tem é a da fala. Através dela nos relacionamos com o mundo, manifestamos nossas vontades e desejos, trocamos informações, sentimentos e permitimos ao outro nos conhecer. Mas a comunicação não se restringe as palavras. Ela é muito mais complexa do que apenas a emissão de sons coerentes. Nós utilizamos também de outros recursos não-verbais como os gestos, expressões faciais e corporais que transmitem várias outras informações que as palavras não alcançam. E como as crianças com autismo tem dificuldade em organizar o pensamento e perceber os sinais sociais do ambiente e das pessoas, a sua interpretação do contexto fica prejudicada e consequentemente a sua comunicação torna-se disfuncional e inadequada.

Algumas crianças reagem de forma agressiva quando frustrada por não ter recursos para responder (ex: batem a cabeça na parede para mostrar insatisfação).

2. Qual o perfil e as dificuldades das crianças com autismo que precisam da fono?

 

Um dos critérios para estabelecer o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista é a dificuldade na comunicação, portanto crianças com atraso ou alguma limitação no uso da linguagem necessitam de auxilio e maior estimulação para desenvolver uma forma eficiente de comunicação a fim de sanar suas necessidades, manter a interação e compartilhar experiências e emoções. Seja através da fala, de gestos, escrita e/ou figuras/imagens (comunicação suplementar alternativa).

Mesmo as crianças autistas que já falam, podem apresentar dificuldade em iniciar e manter diálogos, em interpretar palavras e frases usadas pelo interlocutor, em compreender duplo sentido ou questões abstratas e muitas vezes respondem de forma inadequada. Estas crianças também se beneficiariam da terapia fonoaudiológica, capacitando–os para compreender, realizar demandas e agir sobre o ambiente que o cerca.

3. Quais são os objetivos da fonoaudiologia com a criança autista?

A intervenção precoce e continuada é fundamental para que o quadro clínico apresentado pelos indivíduos portadores do Transtorno do Espectro Autista evolua satisfatoriamente. O objetivo principal é o desenvolvimento da comunicação nos aspectos receptivos e expressivos. As tentativas de comunicação verbais ou não verbais são incentivadas, assim como a expansão de novos interesses e atividades por meio de estratégias terapêuticas individuais e/ou em grupo. Dependendo da aptidão verbal do indivíduo, o objetivo pode ser o domínio da língua falada ou pode ser o aprendizado de sinais e gestos ou a utilização de símbolos e figuras para se comunicar. Em cada caso, o primordial é ajudar a pessoa a aprender a comunicar-se de forma funcional favorecendo uma vida autônoma e independente.

Muitas famílias resistem à ideia de um outro sistema de comunicação que não seja a fala. Acreditam que se facilitarem a comunicação através de outros meios vão desestimular a fala ou mesmo substituí-la. Nesse sentido, é sempre bom lembrar que a comunicação alternativa enfatiza formas alternativas de comunicação visando dois objetivos: promover e suplementar a fala, garantindo uma forma alternativa de comunicação para um indivíduo que ainda não começou a falar.

Os jogos sociais têm um papel significante no desenvolvimento da habilidade de compartilhar interesses e no desenvolvimento da linguagem. É também muito importante que o processo de simbolização (capacidade simbólica, brincadeiras de faz-de-conta, imaginação) seja também trabalhado em terapia. Esses aspectos podem ser trabalhados durante as sessões fonoaudiológicas, visando à adaptação do indivíduo com autismo a contextos educacionais e sociais.

4.Quais as contribuições que da fonoaudiologia para o processo de inclusão escolar?

É importante ressaltar que a inclusão escolar não deve ser simploriamente vista como uma limitante imposição da legislação, a equipe escolar deve dividir suas dificuldades com outros profissionais para desenvolver um trabalho verdadeiramente inclusivo. O foco desse processo e da melhoria na qualidade da educação reside na observação dos potenciais e necessidades individuais de cada estudante e não nas características de defasagens e deficiências globais.

O fonoaudiólogo cada vez mais tem exercido papel fundamental na orientação dos educadores sobre a função da linguagem no processo de alfabetização. Como parceiros das escolas, podemos contribuir para o planejamento de práticas pedagógicas das instituições de ensino, não no sentido de tomar para si a responsabilidade da escola, mas no sentido de enriquecer o processo de ensino/aprendizagem.  Esta troca pode potencializar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita, da comunicação humana, da interação verbal e do letramento, entre outros aspectos, contribuindo para o pleno desenvolvimento do indivíduo.

Sabemos que o contexto escolar oferece conhecimentos e valores que compõem a identidade cultural dos futuros cidadãos. Às vezes as crianças com Transtorno do Espectro Autista – TEA, não alcançaram os mesmos níveis de aprendizagem que a maioria, e muitas vezes precisaram de apoio para se desenvolver. Contudo participar de ambientes escolares em interação com outras crianças e adultos que ofereçam modelos de comportamentos socialmente aceitos contribui para seu bem estar emocional e melhoram suas habilidades comunicativas e cognitivas.

Para isso devem ser feitos alguns ajustes conforme a necessidades de cada indivíduo. A escola e a equipe terapêutica devem proporcionar estes ajustes para que as crianças possam não só sentir-se acolhidas, mas também evoluir no processo educacional.

5. Em sua prática clinica, quais são as evoluções apresentadas pela criança com autismo?

Os melhores resultados são conseguidos com o início da terapia em idade precoce e que envolva a família e escola junto com os profissionais. É preciso respeitar o tempo de desenvolvimento de cada criança e a rotina de cada família. Como é um processo longo, devido à complexidade das relações sociais, geralmente os terapeutas pontuam para a família cada conquista da criança a fim de sanar as expectativas e estimular as demandas de acordo com a sua capacidade de comunicação.

Com os estímulos oferecidos em terapia as crianças conseguem manter o contato visual e assim aprendem por imitação, aumentam seu tempo de atenção, ampliam o repertório de interesse e desenvolvem uma comunicação mais eficaz e espontânea, passam a identificar quando e como dizer o que necessitam, compreendem com mais facilidade os sinais sociais que permeiam a conversação, como perceber se o outro está interessado ou não no assunto, se estão falando sério ou brincando com eles e quando fizeram algo certo ou errado.

Uma comunicação funcional é importante para proporcionar comportamentos adaptados e aceitos socialmente, melhorando a qualidade de vida do paciente e da família.

Entrevistada: Ana Carolina Moraes Dias Pacheco

Profissão: Fonoaudióloga

CRFa 2: 6540-6

Especialização: Formação em Terapia de Troca e Desenvolvimento (TED),  RAMAIN e DIA LOG (em andamento). Especialista em Motricidade Orofacial.

Região de atendimento: Zona Sul: Centro Pró Autista – Rua Juréia, 1024- Chácara Inglesa (entre o metrô Praça da Árvore e Santa Cruz). Zona Norte: Clínica Abreh – Rua Jovita 580 – Santana (próximo ao metrô Santana)

Telefone Contato:  (11 )963188823/ (11) 986631933

e-mail:  fga.anapacheco.com.br

Terapia Ocupacional e Autismo

Bruna Mazetto - TO e autismo

 

1-  Comente sobre as principais dificuldades observadas na avaliação das crianças com autismo?

Na avaliação de Terapia Ocupacional em crianças que apresentam Transtorno do Espectro Autista, avaliamos como a criança brinca, os aspectos sensorias, a coordenação motora global e seu desempenho nas AVD’s (atividades de vida diária, como por exemplo, escovar os dentes). É observado que muitas crianças apresentam prejuízos nestas 4 áreas citadas acima, interferindo no seu desenvolvimento, na sua independência e autonomia, nas atividades do dia – dia, bem como, nas atividades escolares, dificultando o aprendizado, e por fim na interação com o meio e o outro.

2-  Quais são os objetivos terapêuticos?

Os  objetivos terapêuticos são sempre individualizados. Deste modo, os objetivos terapêuticos variam de acordo com a necessidade de cada criança. No entanto, podemos de um modo geral ter como objetivos para crianças com TEA a ampliação da interação social, a maior promoção da independência nas atividades de vida diária, bem como, a independência nas atividades de vida instrumental (por exemplo o prepare de seu lance escolar), melhorar a coordenação motora global (fina e grossa), estimulação dos aspectos cognitivos (como por exemplo, atenção e concentração).

3-  Quais as contribuições e intervenções da terapia ocupacional no processo de inclusão escolar?

A terapeuta ocupacional no âmbito da inclusão escolar é uma facilitadora no processo da escolarização. Esta profissional visa intervir nas adequações ambientais, nos equipamentos e mobiliários; na eliminação de barreiras arquitetônicas, como exemplo, a introdução de rampas, brinquedos adaptados; uso da tecnologia assistiva para as diferentes necessidades advindas das incapacidades dos alunos, e o uso da comunicação alternativa. Assim como, em facilitar e/ou adaptar sua rotina na escolar. Contudo, se faz muito importante a orientação e esclarecimentos de dúvidas dos profissionais da escola para que os mesmos saibam como lidar com as dificuldades, com as capacidades e como facilitar a adaptação da rotina escolar para crianças autistas.

4-  Qual a importância da interface familiar durante o acompanhamento com a terapia ocupacional.

É fundamental a participação dos pais durante todo no processo terapêutico, pois são eles que convivem com a crianca, assim como, são os pais que presenciam e lidam com as diferentes situações apresentadas pela criança. Deste modo, é importante a orientação e trazer os pais para a sessão para poder enxergar as capacidades dos seus filhos; além de encontrar a melhor maneira de lidar com suas crianças. Contudo, avalio que um dos principais aspectos é mostrar para os pais como seus filhos podem brincar. Pois é por meio do brincar e das brincadeiras com o próprio corpo, com o corpo do outro e com os objetos, que a criança vai desenvolvendo todo seu repertório motor, sensorial, cognitivo, social e emocional. Brincando descobre que pode agir no mundo e promover mudanças. Muitos autista tem prejuízos significativos nesta área, apresentando um brincar disfuncional, o que dificulta a interação pais/filhos. Por isso, é importante que a terapeuta ocupacional possa viabilizar esse vínculo entre pais e filhos. Na prática que quando há a possibilidade dos pais aprenderem brincar com seus filhos, observa-se melhora na auto-estima de ambos, na interação, segurança em si e no outro, no vínculo e na compreensão das necessidades e potencialidades de seus filhos.

Entrevistada:

Bruna de Oliveira Mazetto

Pós-graduação em Neurologia para Terapia Ocupacional no Instituto Avançado de Ensino, Pesquisa e Tecnologia de Londrina;

Atuação profissional: Terapia Ocupacional infantil e adolescente  e especialista em transtornos do desenvolvimento (Transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett).

tel (11) 9 6107-3174

e-mail: brunamazetto.to@gmail.com

facebook: Bruna de Oliveira Mazetto

Reeducação Postural Global

Alessandra Freitas - RPG

1- Explique os conceitos que fundamentam o método de RPG:

A Reeducação Postural Global – RPG é fundamentada em três princípios conceituais: Individualidade, Causalidade e Globalidade.

A individualidade se baseia na consciência de que cada ser é único e portanto reage de forma diferente. A causalidade é a busca da real causa do problema, pois nem sempre o sintoma está próximo da área verdadeiramente afetada. A globalidade significa olhar o corpo com um todo e não em partes, ou seja, buscar identificar as causas das patologias musculo-esqueléticas e fatores externos que podem influenciar na evolução do quadro e oferecer um tratamento integral.

2- Qual o objetivo da RPG?

O principal objetivo da RPG é tratar os desvios posturais e as possíveis dores que podem surgir como consequência.  A RPG também pode atuar como coadjuvante em problemas reumáticos, respiratórios e psicoemocionais, podendo ser considerados objetivos secundários.

3- Quais os pacientes indicados que podem ser tratados com RPG?

As principais indicações para a RPG são de pacientes com problemas ortopédicos, neurológicos, reumatológicos, somáticos e respiratórios.

Entre os principais problemas ortopédicos estão: desvios da coluna (escolioses, hiperlordoses, hipercifoses), lombalgias com ou sem comprometimento do nervo isquiático (popularmente conhecido como ciático), pés planos ou cavos, joelhos valgos ou varos e cervicalgias.

Os problemas neurológicos que podem ser tratados do RPG são: hérnia de disco e labirintite.

No caso de problemas reumatológicos as indicações são para pacientes com tendinites, bursites, artrites e artroses.

Entre os problemas somáticos estão o estresse e ansiedade.

E no caso dos problemas respiratórios: bronquite e asma.

Uma dúvida que sempre surge é se mulheres grávidas podem fazer RPG. A resposta é sim. Não há problemas em aplicar as técnicas de RPG em grávidas, desde que sejam tomados alguns cuidados como evitar o primeiro trimestre de gestação e um posicionamento adequado à condição.

4- Quais são as contra-indicações?

Gestantes no primeiro trimestre e incompatibilidade com a técnica (por exemplo portadores de problemas cognitivos com dificuldade em entender comandos verbais). Observação: deve ser dada atenção especial para cardiopatas e a sessão poderá se interrompida no caso de dores fortes ou enjoos.

5- Quais os benefícios a longo prazo para a qualidade de vida dos pacientes que fizeram RPG em sua vida cotidiana?

Os principais benefícios a longo prazo são melhora da postura, ganho de consciência corporal, melhora da coordenação motora, aumento da flexibilidade, equilíbrio músculo-esquelético e melhora da concentração.

Entrevistada: Alessandra Maróstica de Freitas

Fisioterapeuta

Especialização: Teorias e Técnicas para Cuidados Integrativos  – Unifesp/EPM

Atuação profissional:  RPG e fisioterapia aplicada na DTM e dor orofacial.

e-mail: dra.alefreitas@gmail.com

Epicondilite Lateral

Denise - Epicondilite

1-      Explique o que é Epicondilite lateral? 

A articulação do cotovelo é formada por 3 ossos: úmero (no braço), ulna e rádio (no antebraço). Na extremidade inferior do úmero (na região do cotovelo) existem duas protuberâncias ósseas, chamadas epicôndilo lateral e epicôndilo medial.

A epicondilite lateral, como o próprio nome diz, acomete a região do epicôndilo lateral, onde se inserem os músculos extensores do punho e dedos, tais como extensor radial longo do carpo, extensor radial curto do carpo, extensor comum dos dedos e extensor ulnar do carpo.

Os sintomas começam com dor na face externa do cotovelo ao esforço, evoluindo para sensibilidade da região ao toque e dor durante tarefas leves. Esta dor pode chegar a irradiar para o antebraço e punho.

2-      O que causa Epicondilite? 

A epicondilite lateral – ou cotovelo do tenista – é uma lesão crônica, causada por um estresse repetitivo sobre os tendões dos músculos extensores do punho. Esse estresse ocorre quando há uma sobrecarga repetitiva destes músculos, muito usados por tenistas – daí vem o “apelido” desta doença – ou outros atletas que utilizem raquetes, ou em movimentos cotidianos com o punho em extensão, como ao digitar por muito tempo.

3-      Quais os objetivos da fisioterapia no tratamento? 

No tratamento inicial da epicondilite deve-se diminuir ou cessar as tarefas que causam dor (às vezes até imobilizando a articulação) e realizar fisioterapia analgésica (crioterapia, ultrassom). Aos poucos são introduzidos exercícios de fortalecimento e correção dos movimentos, para que estes sejam realizados de forma mais harmônica e com menor sobrecarga possível.

4-      Que recursos ou órtese podem auxiliar no tratamento da Epicondilite? 

O fisioterapeuta pode aplicar bandagens funcionais, que auxiliam na proteção da articulação e também na correção do movimento articular, além de dissipar a energia entre os tendões, diminuindo a sobrecarga sobre um tendão único.

Entrevistada:

Denise Pripas

Graduada em Fisioterapia pela Universidade de São Paulo e Aprimorada pelo Hospital das Clínicas, teve sua formação com ênfase em Fisioterapia Esportiva e Biomecânica, com diversas publicações na área. Atualmente é instrutora e coordenadora da equipe de Pilates da Ready4 e docente no Curso de Formação em Pilates Postura Funcional.

Contatos:

email: fisioterapia.denisepripas@gmail.com

blog: www.fisioterapiadenisepripas.blogspot.com.br/

 

Musicoterapia e Autismo

Priscila - musicoterapeuta

 

1-     Quais são as principais dificuldades da criança com autismo?

O autismo  é um distúrbio neurológico caracterizado por comprometimento na interação social,  na comunicação  verbal e não verbal e por  comportamentos restritos e repetitivos. Em  geral, os primeiros sinais surgem até os três anos de idade. estes podem ocorrer de formas e  intensidades  diferentes em cada criança.

O lançamento da quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) em 2013,  trouxe algumas mudanças importantes, entre elas novos diagnósticos e alterações de nomes de doenças e condições que já existiam.

Nesse manual, o autismo, assim como a Síndrome de Asperger, foi incorporado a um novo termo médico e englobador, chamado de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Com essa nova definição, a Síndrome de Asperger passa a ser considerada, portanto, uma forma mais branda de autismo. Dessa forma, os pacientes são diagnosticados apenas em graus de comprometimento, deixando o diagnóstico mais completo. O diagnóstico é clinico, sendo aplicados exames para descartar demais distúrbios.

As causas do autismo ainda são desconhecidas, mas a pesquisa na área é cada vez mais intensa. Provavelmente, há uma combinação de fatores que levam ao autismo. Sabe-se que a genética e agentes externos desempenham  papel  relevante nas causas do transtorno.

Não há um registro de incidência de autismo no Brasil, mas  as pesquisas norte americanas sugerem 1 caso em cada 88 nascimentos, sendo que a prevalência é 4 vezes maior nos meninos.

O autismo não tem cura, mas pode apresentar grandes avanços quando estimulados de forma global, para isto é necessário uma equipe de profissionais.

2-     Quais são os objetivos da musicoterapia com criança que tem autismo?

A World Federation of Music Therapy, diz que  “Musicoterapia  é a utilização da música e/ou de seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, por um(a) musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender as necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento.”

No trabalho  com TEA, a musicoterapia trabalha questões ligadas principalmente á expressão gestual e facial, á comunicação verbal e não verbal, á interação, á percepção do ambiente externo (percepção do outro), entre outros. Através do fazer musical, é possível estabelecer jogos de reconhecimento sonoro visual, melhorando o foco de atenção.  Com a utilização dos sons é possível trabalhar questões ligadas a hiper e hiposensibilidade auditivas. Bem como autoestimulação sonora ( quando a criança emite sons constantes) .

A musicoterapia não tem como objetivo a ensino de instrumentos ou a aquisição de habilidades musicais, utiliza-se de instrumentos e músicas como facilitador do processo terapêutico.

3-     Em sua prática clinica, quais são os principais ganhos observados com as crianças com autismo que fazem musicoterapia?

A criança que passa pelo processo musicoterapeutico, costuma demonstrar  melhora na interação, na participação, na concentração, aprende a seguir regras e fica  menos retraída nos jogos com os colegas.

A utilização de canções costuma aproximar as crianças, o que possibilita  sua aproximação ao grupo.

A música está presente no nosso cotidiano, desde o útero somos envolvidos em sons. Por isso, a  partir do momento que conseguimos receber e decodificar estes sons, nos aproximamos da  sociedade e da rotina desta de forma mais natural. O que se torna muito evidente nos casos de hipersensibilidade auditiva, onde determinados sons são capazes de desestabilizar a criança com TEA. As canções, associadas á trabalhos com ritmo e pulso, facilitam a organização da linguagem oral, auxiliando no estabelecimento da fala. Cantar, tocar, dançar, são todos processos imitativos que serão transferidos as demais atividades cotidianas.

4-     Musicoterapia influencia nas relações da criança com sua família, escola e amigos?

A Musicoterapia, instrumenta a criança para organizar, iniciar e manter o foco nas atividades e na interação. Isto reflete diretamente na relação com o outro.  Percebendo feições faciais consigo saber o quanto estou agradando ou não. Imitando consigo participar de jogos sociais.  E Brincando…. posso ser criança!!!

Priscila Borchardt

Musicoterapeuta e Psicopedagoga

Conselho Profissional: APEMESP 0297

Diretora da Clinica Abreh

Atuação profissional: Área de Distúrbios Globais do Desenvolvimento

Tel: (11) 2368-4278

e-mail: clinicaabreh@gmail.com/ clinicaabreh.blogspot.com.br

Blog: musicoesaude.blogspot.com.br