Instituto IRIS treina e doa cães-guia para pessoas com deficiência visual

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Você sabia que no Brasil existem poucos cães-guia? A proporção é de um animal para 5.060 deficientes visuais. O Instituto IRIS é uma ONG que está tentando melhorar esse cálculo. Eles doam cães-guia para quem precisa, e são responsáveis pelo treinamento de um terço de todos os animais do país.

O treinamento dura um ano e meio e consiste de várias etapas. A primeira delas é a socialização, quando o cão vive com uma família comum durante oito meses. O instrutor técnico do IRIS, Moisés Vieira, conta como é feita a preparação específica do animal.

— Não existe cão-guia que esteja trabalhando e que não queira fazer isso. A gente identifica os que gostam e os que têm condições. A partir dái tem uma série de condicionamentos em que o cão vai entender o que vai ser esperado dele em qualquer situação — explica.

Muitos desses animais vêm dos Estados Unidos e entendem os comandos tanto em inglês quanto em português. Uma importante lição a ser aprendida por eles é andar em linha reta e não se distrair com nada. Outro desafio é desviar dos obstáculos no chão e no alto (veja no vídeo ao lado).

Desde 1995, a lei assegura às pessoas com deficiência visual o direito de entrar e ficar com o cão-guia no transporte público e em locais de uso coletivo, como restaurantes e teatros.

A estimativa é de que existam apenas 100 cães guia no Brasil. O trabalho de instituições como o IRIS é muito importante, uma vez que esses animais não podem ser comercializados. Eles são treinados e devem ser doados para quem necessita.

Fonte:

http://redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2015/05/instituto-iris-treina-e-doa-caes-guia-para-pessoas-com-deficiencia-visual.html

Workshop Acessibilidade em Cena para Produtores Culturais

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A Fundação Dorina Nowill para Cegos promove no dia 21 de julho o Encontro para Produtores Culturais “Acessibilidade em Cena”. Direcionado aos produtores culturais, profissionais de cinema, produtoras de vídeo e eventos, museólogos e outros da área cultural, o workshop foi idealizado para esclarecer dúvidas, apresentar soluções e informar sobre as possibilidades de tornar ações culturais acessíveis.

As inscrições são limitadas e podem ser feitas gratuitamente até o dia 14/7 no sitehttp://www.fundacaodorina.org.br/o-que-fazemos/cursos-e-palestrasou pelo telefone (11) 5087-0992.

Para enfatizar a acessibilidade em projetos culturais, a Deputada Federal Mara Gabrilli é uma das convidadas e falará sobre “Políticas Públicas e Acessibilidade Cultural – Projetos Culturais para Todos”. O workshop “Acessibilidade em Cena” também abordará tópicos que relacionam a acessibilidade aos desafios e inovações criativas, ao universo infantil e à audiodescrição; a pessoa com deficiência como público de produções culturais; museus e exposições com acessibilidade; politicas públicas, apresentação de cases, além de uma vivência e visita à Fundação Dorina. Os temas estão diretamente ligados a fatores que garantem o acesso de pessoas com deficiência a diferentes espetáculos, shows, exposições e ambientes culturais.

“Queremos sensibilizar e inspirar os produtores culturais para que pensem e insiram a acessibilidade quando surgir uma agenda cultural”, explica Edson Defendi, Assessor em Acessibilidade na Fundação Dorina. “Quando profissionais relacionados à cultura tornam seus projetos acessíveis eles não só ampliam o público ao incluir as pessoas com deficiência, bem como cumprem a Lei de Acessibilidade; ganham credibilidade ao se inscreverem para editais de captação de recursos e incentivos, e participam de um movimento que busca igualdade para todos”.

O workshop é uma realização da Fundação Dorina Nowill para Cegos por meio da área de Soluções em Acessibilidade, responsável por prestar consultoria e indicar serviços e produtos adequados às empresas que querem tornar a sociedade mais inclusiva e igualitária.

Fonte:

http://www.fundacaodorina.org.br/novidades/novidade/?id=2438&/fundacao_promove_encontro_com_produtores_culturais&newsletter=31

Inscrição:

http://www.fundacaodorina.org.br/o-que-fazemos/cursos-e-palestras/curso.php?id=22

Um relógio criado para cegos está chamando a atenção também de quem tem a visão perfeita

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Grande parte dos deficientes tem um desejo em comum: ser tratado como pessoas normais. Eles obviamente têm necessidades especiais, mas não querem ser vistos como diferentes. Por isso, quanto mais inclusivas e discretas forem as suas adaptações para a vida em sociedade, melhor é a solução.

Esse relógio foi criado seguindo essa premissa, atendendo à necessidade de um colega de classe do designer Hyungsoo Kim. Durante as suas aulas no MIT, Kim ‘era o relógio’ do seu colega, que por ser cego, estava sempre perguntando, baixinho e discretamente, que horas eram.

Chamado de Bradley Timepiece, em homenagem ao militar Bradley Snyder, que perdeu sua visão em um acidente no Afeganistão, o relógio permite saber o horário atual a partir de duas bolinhas magnetizadas, que giram em um mostrador metálico, com relevos para a marcação das horas. Basta checar a bolinha que roda na parte externa do círculo para saber as horas e perceber em que posição está a bolinha que gira internamente, que marca os minutos. Tudo muito simples, com reconhecimento tátil e, principalmente, silencioso.

A alternativa anterior para quem sofria de cegueira era um relógio que falava as horas ao se pressionar um botão, o que não é nada agradável. Imagine tentar saber que horas são no meio de uma prova! Altamente incomodativo para quem está ao redor. Saber as horas estando dentro de um trem também pode ser uma péssima experiência, já que o barulho do ambiente raramente permitirá ouvir o que diz o ‘locutor’ do relógio.

 

Ser uma alternativa silenciosa é importante para os deficientes visuais, e a opção de perceber as horas usando o tato atraiu também outro público: as pessoas com visão perfeita. Isso porque passar os dedos sobre o relógio para saber o horário torna-se uma opção discreta e elegante o suficiente para quando se está em uma reunião, por exemplo. Ao invés de mover o olhar da pessoa que se apresenta para o relógio, atitude que alguns consideram bastante rude, é possível simplesmente deslizar os dedos por cima do mostrador, sem que ninguém perceba a sua pressa para ir embora.

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Elegante e discreto, o Bradley Timepiece não parece um acessório para deficientes, caiu no gosto de muita gente que não sofre com nenhum problema visual e ainda está entre os favoritos para a premiação de Design do Ano doMuseu de Design de Londres. Quem se interessar pode adquirir o seu por 195 dólares através da loja online.

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Com isso, Hyungsoo Kim já pode considerar sua missão cumprida.

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http://www.brainstorm9.com.br/47893/design/um-relogio-criado-para-cegos-esta-chamando-atencao-tambem-de-quem-tem-visao-perfeita/