Fundação Terra resgata a cidadania de quem vive na extrema pobreza Hoje em dia, instituição cresceu e tem projetos nas áreas social, cultural, da saúde e da educação. Sandra conversou com o criador, Padre Airton Freire

Fundação Terra é a entrevista da semana no Como Será? (Foto: Globo)Padre Airton Freire conta à Sandra Annenberg os motivos que levaram a morar no lixão (Foto: Globo)

Há 31 anos, na cidade de Arcoverde, sertão de Pernambuco, nascia a Fundação Terra. Criada na conhecida “rua do lixo” (por estar cercada por um lixão), a instituição tinha como objetivo resgatar a cidadania dos moradores daquela região, que viviam na extrema pobreza. Ao longo desses anos, a fundação cresceu e conseguiu atingir sua principal meta.

  A ideia nasceu a partir do dia em que uma jovem convidou o padre Airton Freire para conhecer a rua. Ele ficou tão impressionado com as pessoas quebrando pedras, catando lixo, crianças disputando comida com os animais que, na primeira missa que celebrou lá, decidiu ir morar com essa gente.

— Viver com eles, para eles, a partir deles. Como viveu Jesus. Quando a gente ajuda, mudamos a vida de muitas pessoas. Inclusive a nossa — resume padre Airton.

Hoje em dia, a fundação cresceu e tem projetos nas áreas cultural, social, da saúde e da educação para crianças, adolescentes e adultos. Entre os projetos está o Mens Sana, unidade especial de reabilitação motora, visual, auditiva e intelectual. O espaço atende 11 mil atendimentos por mês, conta com 70 profissionais e conta com pacientes de 55 municípios do sertão e do agreste.

História inspiradora, não? Então, clica no vídeo acima e confira mais detalhes sobre a Fundação Terra.

fonte http://redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2015/11/fundacao-terra-resgata-cidadania-de-quem-vive-na-extrema-pobreza.html

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Inovações no tratamento de crianças com paralisia cerebral

Tecnologia usada por astronautas é aplicada no tratamento de crianças

Equipamento ajuda a fortalecer a musculatura de pessoas com deficiência

 (Foto: Globo)A pequena Geovana vai passar por 40 horas de estímulos para tentar andar (Foto: Globo)

A Apae de Blumenau, Santa Catarina, é a primeira do estado a usar tecnologia semelhante à utilizada por astronautas para ajudar no tratamento de crianças com deficiência física e mental. Em três anos, cerca de 30 pacientes já passaram pela reabilitação.

O fisioterapeuta Gustavo Denti explica que o equipamento surgiu com base em roupas espaciais, usadas quando os astronautas ficavam muito tempo em órbita, o que deixava a musculatura fragilizada, problema semelhante ao que acontece com crianças com paralisia cerebral. Logo, a roupa dos astronautas passou por adaptações e inovações para atender crianças especiais.

A paralisia cerebral prejudicou a coordenação motora e a visão da pequena Geovana, mas com a fisioterapia neurofuncional intensiva ela vai passar por 40 horas de estímulos. E a mãe, é só sorrisos ao falar da força de vontade da menina.

— É maravilhoso você ver uma criança que tinha um diagnóstico de ter uma sequela muito grande. Ela sabe da limitação dela, tanto que ela pede pra andar, pede ajuda e afirma que vai conseguir. Então quem sou eu para não acreditar nisso? —  pergunta Alexisandra dos Anjos, mãe da menina

Tetraplégico levanta copo com braço controlado por chips no cérebro

A revista Science desta sexta-feira (22) traz a história de um homem que ficou tetraplégico há mais de dez anos e que virou notícia ao juntar tecnologia com o poder da mente.

Levantar um copo é daquelas coisas que a gente faz sem parar para pensar. Mas para Erik Sorto, segurar uma garrafa e tomar um gole de cerveja teve um sabor especial. Ele não fazia isso há 13 anos, desde que levou um tiro e perdeu os movimentos abaixo do pescoço.

Agora, com a ajuda de um braço mecânico e dois chips na cabeça, ele virou um símbolo do avanço da tecnologia. “Imagine o que é ficar anos pedindo a ajuda de alguém. É muito bom ter mais independência”, diz ele.

Em pacientes tetraplégicos, os sinais enviados pelo cérebro não chegam aos braços e às pernas. Para driblar o problema, a técnica mais usada é a implantação de chips numa área do cérebro responsável pela execução dos movimentos. Um programa de computador traduz o sinal, mas cada ordem é seguida passo a passo: primeiro, esticar o braço; depois, segurar o copo; por último, flexionar o cotovelo.

O que os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia fizeram foi antecipar uma etapa. Eles implantaram os chips na área que imagina a ação. Basta Erik pensar em pegar o copo e o computador aciona o braço para fazer os movimentos de uma vez só, de forma mais suave.

Depois de muito treinamento, Erik já consegue pegar objetos e também ligar um liquidificador. As conquistas foram comemoradas com aplausos.

Para ganharem mais autonomia, os pacientes precisam de movimentos ainda mais precisos na interação com as próteses. Em busca dessa afinação, os cientistas agora querem criar uma comunicação no sentido contrário. Fazer com que o braço robótico emita sinais para o cérebro sobre o que está tocando.

Erik sonha em fazer a barba, escovar os dentes sozinho. E, quem sabe, não precisar de canudo para tomar uma cervejinha. “Passei a ver a vida de outro jeito. Isso pode ajudar muito mais gente”, diz ele.

Fonte:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/05/tetraplegico-levanta-copo-com-braco-controlado-por-chips-no-cerebro.html

Estudantes criam jogo para promover inclusão de aluno deficiente em escola

Felipebol integra aluno com paralisia cerebral nas aulas de Educação Física

Felipe se diverte durante as aulas (Foto: Globo)Felipe se diverte durante as aulas (Foto: Globo)

Os alunos do 7º ano do Ensino Fundamental do Ciep Pedro Paulo Correia de Sá, no Rio de Janeiro, tiveram a idea de criar um esporte para incluir nas aulas de Educação Física um colega de classe com paralisia cerebral. Desde então, além do futebol, a turma não sai de quadra sem jogar uma partida de Felipebol.

Felipe dos Santos tem 16 anos e sempre gostou das aulas de Educação Física, mas não podia participar de forma completa das atividades.

— Para mim era muito difícil. Eu queria muito jogar futebol e não podia. Só podia fazer as coisas na cadeira de rodas — conta Felipe.

Pensando numa maneira de ajudar Felipe, os alunos criaram um jogo em que todos pudessem participar. Nascia então, o Felipebol. Nele, os times usam joelheiras e luvas para se locomoverem em quatro apoios, com mãos e joelhos apoiados ao chão. Neste jogo, Felipe deixa a cadeira de rodas e entra em campo para se divertir ao lado dos colegas.

— A gente percebeu que depois do Felipebol, o Felipe é outra realidade. Parece que tem um Felipe antes e um Felipe depois — afirma Marilene Barbosa, diretora da escola.

Fonte:

http://www.redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2015/05/estudantes-criam-jogo-para-promover-inclusao-de-aluno-deficiente-em-escola.html